Lula trabalha para Haddad chegar ai Palácio dos Bandeirantes

Devido a impasses referentes à disputa pelo governo de São Paulo, onde o PT não deseja abrir mão de lançar o ex-prefeito da capital Fernando Haddad e o PSB o ex-governador paulistas Márcio França,  as negociações para que PT e PSB estejam juntos no ‘palanque’ do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 avançam para que Lula faça campanha para Haddad e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, faça campanha para França, caso Alckmin se filie ao PSB e venha a ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula.

        Há também a possibilidade de que Alckmin se filie a outro partido, cujas portas já estão abertas, como o Solidariedade e o PV. A hipótese de dois palanques agrada a pessebistas e petistas. Todos sairiam ganhando.

        Do lado do PT, pela primeira vez o partido de Lula vê chances reais de chegar ao Palácio dos Bandeirantes, a sede do governo do Estado com a maior economia e o mais populoso do país. Quando Lula foi presidente da República, em seus dois mandatos, o PSDB já governava São Paulo. No primeiro governo Lula, Alckmin era o governador.

Lula e Haddad

Incentivo a Haddad

Em vários eventos, o ex-presidente sempre incentiva Haddad a se manter firme na campanha, inclusive afirmando que mesmo tendo o PSDB na gestão do Estado durante os dois períodos de seus governos, conseguiu muitos avanços públicos para São Paulo.

        “Imagina eu no Planalto e você no Bandeirantes, seria como a dupla Pelé e Coutinho”, costuma brincar Lula em evento com a presença de Haddad, em analogia à dupla de atacantes do Santos Futebol Clube, que fez grande sucesso na década de 1960.

        O sonho de Lula e de outros petistas não é sem motivos. Na pesquisa Datafolha de dezembro para governador em uma  hipótese, Alckmin lidera com 28%, seguido por Haddad (19%), França (13%), Guilherme Boulos (PSOL, 10%), o ministro Tarcísio Gomes de Freitas (sem partido, 5%), Arthur do Val (Patriota, 2%) e a dupla Vinicius Poit (Novo) e Abraham Weintraub (sem partido), com 1%. Brancos e nulos somam 16%, e 4% não opinaram.

         Em cenário em que Alckmin deixa a corrida, mas França e Boulos permanecem, Haddad lidera com 28%. Já França permanece com 19%, Boulos oscila de 13% para 11%, Tarcísio, de 6% para 7%, Garcia, de 5% para 6%, Arthur do Val, de 5% para 3%, Weintraub, de 2% para 1%, e Poit fica em 1%. Os votos brancos e nulos são 21%, e 4% não responderam.

         E para animar ainda mais os petistas, no cruzamento de dados, 30% dos eleitores de Alckmin optam por Haddad, 19% por França, e 13%, por Garcia.

Franco Silva: Direto do lago Sapucuá para o Amazona News

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