PMA/Michael Tewelde
Áreas mais afetadas pela crise concentram mais de 155 mil alunos com escolas encerradas e falta de programas de alimentação

As Nações Unidas informaram que o ano iniciou com áreas do sul e leste etíope sofrendo o impacto severo da seca. A situação pode deixar até 6,4 milhões de pessoas necessitando de auxílio alimentar, alertou esta quarta-feira o Escritório de Assuntos Humanitários, Ocha. 

            Esforços urgentes de mitigação são necessários para responder ao aumento das necessidades de comunidades que dependem da agricultura e pecuária.  Nesta situação estão pelo menos 3 milhões de habitantes da região da Somália, 2,4 milhões na Oromia oriental e 1 milhão no sul da Oromia. 

Uma parceria entre o governo e agências humanitárias tem atuado com limitações e a resposta não é proporcional à necessidade extrema. A falta de água já afeta cerca de 3 milhões de pessoas.  

Perda de safras 

            A seca também prejudica a escolaridade de mais de 155 mil alunos em uma realidade marcada pelo fechamento de escolas e pela falta de alimentação escolar.  O Escritório de Gestão de Riscos de Desastres da Região da Somália prevê perdas de safras de até 70% de milho e milho-zaburro em algumas áreas. Pelo menos 30% das culturas de cebola e tomate devem ter o mesmo fim.               Com o problema, o gado continua não crescendo nem desenvolvendo. Pelo menos 267 mil animais morreram devido à falta de alimentos e água. O Ocha estima que os esforços contínuos de resposta à seca precisem de pelo menos US$ 34 milhões para abordar todas as necessidades identificadas. 

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