© Rafael Rodríguez / OIM
Nos últimos seis anos, 2.403 migrantes morreram nas Américas tentando alcançar o sonho de começar uma nova vida em um outro país.

O número de migrantes buscando cruzar a fronteira entre o México e os Estados Unidos em busca de uma vida melhor tem subido rapidamente nos últimos anos, de acordo com agências da ONU.  Segundo as entidades, após as restrições de viagem durante a pandemia terem desacelerado a migração global em 2020, os números voltaram a subir no ano passado.

            No México, os dados apontam que a movimentação cresceu em 2021. O país recebeu mais de 123 mil pedidos de asilo de pessoas vindas de países do Caribe, América Central e América do Sul. 

            O número vem em tendência de alta. Em 2014, 2,1 mil pessoas solicitaram o status de refugiado no México. Cinco anos depois, em 2019, esse número havia aumentado para mais de 70 mil. 

            As agências das Nações Unidas que atuam no México observam que muitos chegam ao país, cada vez mais visto como um local de trânsito e asilo, sem formas de sustento. Assim, entidades como a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, auxiliam famílias e indivíduos a encontrarem abrigo e ajuda psicológica.

Chiapas 

            Em julho de 2021, 70% dos pedidos de asilo estavam concentrados na cidade fronteiriça de Chiapas.  O destino recebe voos diários de pessoas expulsas dos Estados Unidos sob a legislação do Título 42, ordem de saúde pública emitida em março de 2020, que justifica expulsões por existir uma doença transmissível, inclusive a Covid-19, no país de origem do migrante. 

            As agências da ONU e as autoridades mexicanas possuem iniciativas para garantir que as pessoas em trânsito possam se integrar bem às comunidades locais de acolhimento e prevenir a discriminação, xenofobia e outras formas de rejeição. 

ONU 

            Para o coordenador residente da ONU no México, Peter Grohmann, o foco deve ser garantir os direitos das crianças e adolescentes que viajam desacompanhados pelo país.  

            O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, busca assegurar, ao lado das autoridades mexicanas, que as pessoas tenham acesso à alimentação, abrigo, educação e saúde, bem como proteção dos direitos humanos e legais.  

            Já o Acnur ajuda também a garantir que os pedidos de asilo sejam recebidos e processados ​​de forma justa e eficiente. A entidade  está ainda implementando programas de assistência humanitária e ajudando a realocar refugiados em outros lugares do país. 

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