A presidente do PT, deputada federfal Gleisi Hoffmann (PT/PR), afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fará uma nova “carta ao povo brasileiro”, nem atenderá ao “mimimi do mercado”. Em 2002, o ex-presidente escreveu uma “carta ao povo brasileiro” para acalmar o setor financeiro. “Não tem necessidade de carta ao povo brasileiro, as pessoas já conhecem o Lula. Não precisamos mais de um Palocci”, disse a deputada em entrevista à coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, divulgada nesta segunda-feira (10/12).

         Antonio Palocci foi o primeiro ministro da Fazenda de Lula, que tinha bom trânsito com investidores e empresários. Gleisi ressaltou que caso Lula vença as eleições presidenciais não haverá quebra de contratos. “A única coisa que não vamos fazer é quebrar contratos, como o Bolsonaro fez com os precatórios. O resto nós vamos fazer. E não tem mimimi do mercado. Um país que não tem dívida externa, que tem este mercado consumidor não pode ter o povo com fome e sem renda”, completou a presidente do PT.

Trabalhar pela revogação da Reforma Trabalhista

Neste domingo, Hoffmann voltou a falar sobre a necessidade de revogação da Reforma Trabalhista em eventual governo petista. As Leis trabalhistas atuais foram aprovadas em 2017 durante o governo Temer sob o argumento de aumentar o nível de emprego e melhorias na renda dos trabalhadores. Mas, de acordo com dados do próprio IBGE, isso não aconteceu. Pelo contrário, dados oficiais do governo como a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que em meados de 2017, antes da mudança na legislação, a desocupação era de 12,6%. Em 2021 o desemprego oscilou entre 14,7% e 13,2%, aponta a Pnad.

         “O @Estadao ( jornal O Estado de São Paulo) não sabe o que é democracia. Pensa que só os patrões têm direitos e os trabalhadores, não. Que só os ricos podem ter cidadania. Mentalidade escravagista no editorial de hoje”.

        “A reforma do Temer, que toda a mídia apoiou, tirou dos trabalhadores até o direito de ir à Justiça. Rasgou conquistas históricas. Fragilizou os sindicatos e implantou a lei do mais forte”.

        “Reforma que não criou empregos, só mais lucros e injustiça. É esta selvageria que queremos rever, como está ocorrendo na Espanha”.

        “Esse debate está deixando claro que tipo de democracia a mídia e as elites brasileiras defendem: aquela em que elas mandam e o povo sofre”, atacou Gleisi Hoffamnn no Twitter.

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