A Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, pede uma ação internacional coordenada para acabar com os conflitos armados no Sahel Central. O deslocamento interno atingiu 2,1 milhões, um aumento superior a 10 vezes desde 2013.  

Crises 

            O número de pessoas que foram forçadas a se deslocar na última década ultrapassa 2,5 milhões. 

Burquina Faso, Mali e Níger concentram 410 mil deslocados. O conflito maliano foi o que gerou a maioria dos refugiados da região desde 2012. 

Este ano, são necessários US$ 307 milhões para atender as necessidades dos civis nos três países onde a situação humanitária piora em meio a crises como insegurança, pobreza extrema e a pandemia. 

As populações enfrentam ainda a crise climática com as temperaturas aumentando 1,5 vezes mais do que a média global.  

Mulheres e crianças 

A situação afeta mulheres e crianças de forma particular pela exposição desproporcional à extrema vulnerabilidade e à ameaça de violência de gênero. 

            Cresce ainda a pressão sobre recursos de comunidades anfitriãs e autoridades governamentais. Nas estradas, episódios de ataques, emboscadas e roubos de carros se multiplicam, aumentando os desafios da atuação humanitária.  

            O Acnur e parceiros pedem medidas corajosas e que a comunidade internacional não poupe esforços no apoio aos países do Sahel Central na busca da paz, da estabilidade e do desenvolvimento. 

Violência baseada no gênero 

            A agência lidera as ações para fornecer abrigo de emergência, locais de deslocamento e serviços de proteção.  

            As atividades no terreno incluem o combate à violência baseada no gênero e melhoria do acesso à documentação civil. Em 2021, um terço das necessidades de financiamento do Acnur no Sahel Central não foram atendidas.  

Deixe uma resposta