A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou na quinta-feira, por consenso, uma resolução condenando a negação e a distorção do Holocausto. 

O documento foi aprovado uma semana antes do Dia Internacional em Memória do Holocausto, marcado em 27 de janeiro. Na sessão estiveram presentes sobreviventes do genocídio que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. 

Tecnologias  

No texto, os Estados-membros expressam preocupação com “a crescente prevalência da negação ou distorção do Holocausto no uso de tecnologias de informação e comunicação”. 

O documento pede aos Estados-membros é que desenvolvam programas para educar as gerações futuras.  Também foram feitos apelos a companhias de mídia social para que tomem medidas de forma ativa para combater o antissemitismo e a negação ou distorção do Holocausto. 

O texto também pede aos países que rejeitem “sem reservas qualquer negação ou distorção do Holocausto como um evento histórico, total ou parcialmente, ou quaisquer atividades para esse fim”. 

A resolução elogia nações que “se envolveram ativamente na preservação dos locais que serviram como campos de extermínio nazistas, campos de concentração e trabalhos forçados e prisões durante o Holocausto, bem como locais semelhantes operados por regimes aliados nazistas, seus cúmplices ou assistentes”. 

Campos de extermínio  

Foto: Unesco
Memorial de Shoah em Paris, que promove a educação do Holocausto

A votação coincidiu com os 80 anos da realização da Conferência de Wannsee, que reuniu membros superiores nazistas para discutir e coordenar o ato contra judeus. A reunião culminou com a criação do sistema de campos de extermínio. Estima-se que as vítimas tenham chegado a 6 milhões.  

O secretário-geral António Guterres disse que nunca se pode baixar a guarda diante das crescentes tentativas de negação, distorção ou minimização do Holocausto. 

O chefe da ONU elogiou a adoção da resolução por “condenar e combater de forma ativa a negação” do genocídio, o qual destacou que nunca será esquecido. 

A resolução destaca que o evento histórico “será para sempre um aviso a todas as pessoas sobre os perigos do ódio, intolerância, racismo e preconceito”. 

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