A consultoria jurídica norte-americana Alvarez & Marsal, que contratou os serviços do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) recebeu R$ 42 milhões, conforme reportagem do jornal Folha de São Paulo, de companhias investigadas pela operação Lava Jato do Paraná, onde o próprio Moro atuou como juiz responsável pelos processos contra as empresas investigadas até 2020, quando abdicou do cargo para ser ministro de Justiça do governo Bolsonaro e, ao deixar o ministério assumir os serviços na consultoria norte-americana.

As informações vieram à tona depois que o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), derrubou o sigilo sobre o processo em que o Ministério Público (MP) investiga um possível conflito de interesses entre o ex-juiz e a consultoria americana.

Na visão do MP, Sergio Moro foi juiz da operação Lava-Jato, tendo “proferido decisões judiciais e orientado condições para celebração de acordos de leniência da Odebrecht e, logo em seguida, ter ido trabalhar para a consultoria que faz a administração da recuperação judicial da mesma empresa”.

Em sua prestação de contas ao TCU, segundo reportagem do UOL, a consultoria americana Alvarez & Marsal listou ao menos seis empresas em processo de recuperação judicial ou falência envolvidas na Lava Jato, com o devido valor recebido a título de administração judicial: Odebrecht/Atvos, R$ 33,2 milhões; Banco BVA, R$ 22,5 milhões; Grupo OAS, R$ 5,8 milhões; Queiroz Galvão, R$ 3,3 milhões; Enseada, R$ 172,5 mil; e Agroserra, R$ 120 mil.

CPI DO MORO

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) vai começar a colher assinaturas na Câmara dos Deputados para a instalação de uma CPI que investigue suposto “conflito de interesses” na prestação de serviços de Sergio Moro e a alvarez&Marsal.

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