O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), parece ter acusado os últimos movimentos de Guilherme Boulos na direção de que o PSOL integre a aliança encabeçada pelo ex-presidente Lula ainda na disputa do 1º turno da eleição presidencial. Glauber Braga que se colocou à disposição de seu partido para disputar a presidência da República, reconheceu nesta terça-feira (1º/02), que a tendência majoritária do PSOL é apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que, neste cenário, não deve buscar a reeleição.

        O apoio a Lula no 1º turno é defendido, dentro do PSOL, por Guilherme Boulos e pelo presidente nacional do partido Juliano Medeiros, ambos da corrente Primavera Socialista, majoritária dentro do PSOL.

        Nos últimos dias Boulos vem dando sinais de que não pretende abrir mão de apoiar Lula ainda no 1º turno. Sábado passado (29/01), em cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, em vídeo de participação no evento, Boulos finalizou com um: “Lula presidente em 2022” e nesta terça-feira (1º/02), após encontro com o petista voltou a declarar seu entusiasmo pela candidatura de Lula afirmando: “2022 é o ano de colocar os milicianos para fora do Palácio do Planalto”.

Toalha no chão?

        Por outro lado o deputado federal Glauber Braga manteve a postura de esperar as decisões da direção do PSOL, mas parece já ter “jogado a toalha”.

        “A conferência do PSOL vai decidir se o partido lança pré-candidatura ou apoia Lula no 1º turno. Eu fui indicado por 44% do partido pra essa tarefa. Hoje, não estou vendo movimentação entre os 56% que venha a modificar a decisão deles de abrir mão da candidatura própria”.

        “Depois de muito refletir, no recesso, a decisão é não ser candidato a reeleição pra deputado. Se o PSOL não tiver candidatura presidencial, sigo militando na base pra derrotar a extrema-direita e em defesa do Socialismo. Muito obrigado às manifestações de apoio à nossa luta”, postou em suas redes sociais de internet.

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