Especialistas da ONU em meio ambiente sugerem a criação de um novo mecanismo de recuperação para lidar com os efeitos ambientais que impactaram de forma incalculável as comunidades locais após um vazamento de petróleo no Peru.

Em 15 de janeiro, uma refinaria derramou pelo menos 11,9 mil barris de combustível no mar depois da explosão do vulcão em Tonga. O incidente ocorreu perto da localidade de Ventanilla, a cerca de 20 km ao norte da capital peruana, Lima.

Fauna

O governo declarou uma emergência ambiental. Mais de 1,4 mil hectares de mar e terra e 500 hectares de reservas de fauna marinha foram atingidos. Todos em áreas naturais protegidas. O acidente contaminou cerca de 80 km da costa. O desastre está sendo considerado o maior na história recente do país.
Técnicos internacionais recomendaram gestão dos impactos ambientais, sociais e humanitários do derramamento, além do reforço de estruturas nacionais de preparação e resposta a desastres.

As Nações Unidas prometem continuar apoiando a resposta do Peru pelos próximos meses, em ações como a avaliação do impacto social do desastre. Os efeitos do derramamento se estenderam à vida selvagem e aos recursos naturais resultando em prejuízos a famílias que vivem da pesca e atividades do turismo. De acordo com a missão de especialistas da ONU, ainda não houve uma avaliação dos danos do desastre.

Danos

O grupo aponta a urgência “para conhecer melhor os danos sofridos, as necessidades atuais, o impacto no modo de vida, e ter uma ideia do gênero, idade e localização da população que passa necessidades.”

A prioridade deve ser para uma análise da demanda dos afetados, que assegure a “possibilidade de realização de mecanismos de comunicação e participação das comunidades em planos de assistência e recuperação socioeconômica”.

O estudo lembra a responsabilidade do Estado de criar canais formais de participação e comunicação com a população que levem implementação de soluções assegurando também altos padrões de prestação de contas e transparência.

Os especialistas foram convidados pelo Peru para uma análise rápida do impacto socioambiental e ajuda às autoridades na gestão e coordenação da resposta de emergência.

Reduzir o risco

O grupo enfatizou contenção, mitigação e limpeza da área, gestão e coordenação da contingência nas áreas ambiental, socioeconômica e humanitária e recomendações sobre como reduzir o risco de futuros vazamentos de petróleo no oceano.

A análise enfatiza que a contaminação de zonas costeiras e litorais podem ter um efeito negativo, de longo prazo, em mariscos e conchas. Por isso, os técnicos sugerem um plano de monitoramento ambiental que determine quando será mais seguro retornar às praias e consumir os produtos marinhos.

Tendo em conta as possíveis dificuldades nas ações de resposta ao desastre, a recomendação é que o Sistema de Comando de Incidentes fique a cargo desse novo mecanismo e administre futuras emergências com empresas responsáveis pela limpeza.

Os especialistas pedem que entidades nacionais tenham maiores capacidades para finalizar uma avaliação inicial, além de definir necessidades de um novo plano de contingência para enfrentar este tipo de desastres ambientais envolvendo diversos setores nacional.

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