As maiores decisões políticas sobre se Lula será eleito em primeiro turno ou não acontecerão depois do carnaval, quando alguns partidos políticos terão que decidir se vão se divertir no grande bloco do petista ou se seguirão dispersos em minguados blocos, apenas para atrapalhar ou barganhar espaços dentro do próximo terceiro mandato do petista.

Até o dia 2 de outubro, Bolsonaro e suas milícias físicas e digitais pouco podem fazer. Fakes News não funcionarão com Lula por dois principais motivos: Lula já governou 8 anos e não levou o país ao comunismo e não substituiu a bandeira nacional, que são os dois principais temas mais utilizados pelas milícias, para aterrorizar parte da população a não aderir ao petismo. Em uma parcela de mais ou menos 10% a 15% dos brasileiros, isso funciona. Mas é só.

É uma parte da população, principalmente formada por lideranças (militares ou não) saudosas e dependentes das mamatas sem importunações fiscalizatórias comuns nas ditaduras, no caso a ditadura militar brasileira (1964-1985). Essas lideranças além do seu apoio juntam ao seu entorno esses 10% a 15% de votos. Ou outros 10% a 12% que Bolsonaro terá na eleição são de vulneráveis ou sensíveis a algumas ações do governo do capitão.

Quanto a Lula que já navega na altura de cruzeiro, precisará de pouco ‘combustível’ para formar um grande movimento democrático para tirar Bolsonaro do Planalto e esse ‘combustível’ virá ou não após o carnaval. O mais possível é que, motivados pelos resultados das pesquisa e da influência de Lula nos resultados eleitorais regionais, esse combustível chegue. As articulações petistas demonstram isso, como é o caso das arrumações com o PSB, Rede, PSD, MDB e outros, principalmente nos maiores colégios eleitorais como São Paulo, Rio, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

Mas é depois do carnaval que se saberá qual o tamanho real da ‘cavalaria’ que Lula conseguiu aglutinar ao seu redor. Principalmente porque lideranças políticas terão até o dia 2 de abril para mudar de partidos e é quando Lula começará realmente sua ofensiva em direção ao Palácio do Planalto. Até agora tudo foi treino.

É depois do carnaval que Lula volta às suas viagens internacionais e dentro do Brasil. No âmbito internacional deve viajar para o México ainda em março e depois deve seguir pelo Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais. Até a eleição, além de outras regiões brasileiras, deve visitar os Estados Unidos, China e vários países Europeus e sul-americanos.

Em outra frente, o petista comparará seus governos com o de Bolsonaro. É simples: será a comparação de obras e ações entre um presidente que após 8 anos deixou o governo com aprovação de 87%, resultados quase unânimes e outro cuja rejeição gira em torno de 58% e que mesmo com a máquina do governo federal nas mãos, pouco pode fazer, consequência da ociosidade e incompetência de três anos de governo e agora o tempo urge!

Por essas e outras é que daqui a uns 20 dias se saberá com maior clareza se Lula será eleito ou não no primeiro turno. Tudo indica que sim.

Franco Silva – Direto do lago Sapucuá (Oeste do Pará)

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