A decisão, nesta segunda-feira (07/03), do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de se filiar ao PSB para ser o candidato a vice-presidente da República na chapa do ex-presidente Lula (PT) foi uma das maiores “jogadas de mestre” que PT e PSB poderiam proporcionar ao Brasil. De uma só “tacada”, o PT poderá levar a Presidência da República e o governo da maior economia do Brasil, o Estado de São Paulo. Para o eleitor a, a formação de uma chapa que contempla grande parte de eleitores progressistas e conservadores, sem os ranços da extrema direita.

Se fosse em uma partida de futebol, como gosta de fazer analogia Lula, com sua decisão, Alckmin está preparando a jogada para deixar Lula e Haddad na “cara do gol”, que são as jogadas em que ficam frente-a-frente o atacante, o goleiro e a imensa trave, muitas vezes com o goleiro abatido, situação que muito dificilmente os craques perdem os gols. Lula e Haddad são extraordinários craques.

Pesquisa do instituto Ipespe divulgada na sexta-feira (18/02) registraram o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) na liderança pelo governo do Estado de São Paulo na maioria das simulações.

Em cenário com Alckmin na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, o ex-governador aparece empatado com Fernando Haddad, ambos com 20%. Bem atrás Márcio França (PSB), 12%, Guilherme Boulos (PSOL) com 10%, Tarcísio de Freitas (candidato de Bolsonaro) com 7% e Rodrigo Garcia (PSDB), o candidato do governador João Doria, com 3%.

Em cenário sem Alckmin, Haddad pula para 28%, Márcio França 18%, Boulos 11%. Mas o cenário mais possível em São Paulo é que Márcio França dispute a cadeira do Senado e Boulos dispute uma cadeira na Câmara dos Deputados. Isso deixaria Haddad dentro da possibilidade de faturar o Palácio dos Bandeirantes ainda no primeiro turno.

Quanto a Lula, que já navega em ‘céu de brigadeiro’, ter Alckmin como companheiro de chapa, acrescentará alguns votos de eleitores mais conservadores, que podem ser os votos que faltam para Lula vencer Bolsonaro ainda no primeiro turno,   e contribuirá para a governabilidade do terceiro mandato sob o comando do PT. Mas isso tudo ficará mais claro, até o final do mês, nas próximas pesquisas eleitorais.

Franco Silva – Do lago do Sapucuá para o Amazon News

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