Nesta quarta-feira (09/03), ministros do STJ decidiram manter a decisão que determinou que o Ministério da Justiça repasse ao ex-presidente Lula (PT) informações sobre possível cooperação formal de procuradores da operação Lava-Jato com autoridades do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no caso através da CIA (Central Intelligence Agency), a agência de inteligência civil do governo dos Estados Unidos  e da FBI (O Federal Bureau of Investigation), a unidade de Polícia Federal dos Estados Unidos.

A defesa de Lula quer comprovar à Justiça, com informações oficiais do governo, que a suposta colaboração entre membros da operação Lava-Jato e autoridades norte-americanas se deu de forma clandestina, conforme mensagens interceptadas, no caso conhecido as mensagens dos hackeres de Araraquara (SP), ou como Vaza-Jato.

As mensagens se encontram em poder da Polícia Federal – PF. Mas parte delas foi encaminhada aos advogados de defesa de Lula, que foram utilizadas junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e que resultou na anulação de todos os processos do petista e também na condenação  por parcialidade do ex-juiz Sergio Moro.

De acordo com as leis brasileiras, nada impede que um órgão como o Ministério Público Federal (MPF) faça acordo de cooperação com outros países. Mas o acordo deve ser firmado com anuência do Ministério da Justiça. Para a defesa de Lula, parte das informações obtidas por membros da Lava Jato não passaram pelo Ministério da Justiça. Portanto clandestinas e sem valor legal.

Veja algumas dessas mensagens trocadas entre procuradores da República, uma banda podre do Ministério Público Federal.

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