Foi em 11 de março de 2011 que parte da população começou a demonstrar seu descontentamento com o governo de Bashar al-Assad, como parte dos protestos da Primavera Árabe. A situação rapidamente escalou para um conflito armado que ainda assola o país, mais de uma década depois. 

Com inflação a 140% e 90% da população vivendo na pobreza, muitas crianças da Síria nunca conheceram uma nação que não estivesse em guerra. Nesta semana, a Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria divulgou o mais recente relatório, com dados sobre a destruição causada pela guerra interna.

Nesses últimos anos, a economia síria já tinha sido atingida pela crise no Líbano, pela crise econômica no Líbano e agora a guerra na Ucrânia também deve atingir o país, porque  o trigo consumido na Síria é importado diretamente da Ucrânia.

“É um sem número de fatores. Outro fator são as 7 milhões de pessoas internamente deslocadas. Só na região noroeste, no governado de Idlib, temos mais de 2 milhões de deslocados internos e metade deles vivendo em campos, numa situação muito precária. Aliada à situação da pobreza, existe também uma dificuldade do acesso à ajuda humanitária, que hoje está restrita a um ponto só de entrada na Síria. Então todos esses fatores levam a isso que nós descrevemos no relatório” disse o presidente do grupo, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro ao ONU NEWS.

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