Os sinais de que a estratégia Lula-Alckmin está dando certa se saberá dentro de poucos dias. Mas já dá para sentir a força da dupla, nos últimos movimentos regionais em redutos do eleitorado mais conservador brasileiro como Santa Catarina e também por iniciativas como a desistência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), de concorrer à Presidência da República, cujo anúncio foi feito na quarta-feira (09/03). Outra grande mudança que o resultado das próximas eleições deve trazer é o fim do PSDB como grande partido nacional.

Em vários Estados, políticos que sempre estiveram em lados opostos começam a se alinhar e deverão caminhar lado a lado com a dupla Lula-Alckmin.  

Em Santa Catarina, por exemplo, estado onde Bolsonaro teve 75% dos votos em 2018, Gelson Merísio, candidato a governador se desfiliou do PSDB e declarou apoio a Lula.

O anúncio foi feito após um encontro com o ex-presidente intermediado pelo ex-deputado Décio Lima, pré-candidato do PT ao governo de Santa Catarina.

“Nunca votei no Lula, mas entendo que no momento atual é preciso fazer um esforço olhando para frente. Vamos construir uma liga entre pessoas que pensam diferente”, disse à imprensa.

Outro movimento de aproximação da dupla Lula-Alckmin é do senador Dário Berger (MDB/SC), que negocia filiar-se ao PSB para concorrer ao governo catarinense. Também tenta se aproximar de Lula.

Pacheco coloca Kassab mais próximo de Lula

Lula com Kassab

Já no segundo maior colégio eleitoral, Minas Gerais, a candidatura de Lula também já causa grandes movimentos. Nesta quarta-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG) anunciou sua desistência de concorrer à Presidência da República este ano.

Foi um ‘balão de ensaio’ utilizado pelo PSD de Kassab, que ainda barganha seu alinhamento a Lula ainda no primeiro turno. Mas que não está muito longe. Kassab ainda trabalha o lançamento do governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) para o lugar de Pacheco. Mas assim como a candidatura do presidente do Senado, a candidatura do governador gaúcho também não deve decolar.

O pleito já está cristalizado entre Lula e Bolsonaro e a julgar pelas pesquisas, nada indica que o presidente de extrema-direita esboce ainda alguma grande reação nesses últimos dias antes da eleição. A situação caminha mais no sentido de Lula ser eleito ainda no primeiro turno.

Pá de cal na terceira via e no PSDB

A nova conjuntura política que se formará a partir de outubro deste ano deve ser sem o PSDB como grande partido nacional. Desde 2018 o partido já cambaleava quando foi superado por Jair Bolsonaro na disputa com o PT. Mas ainda restaram dois bastiões: conquistou o governo de São Paulo, com João Doria e o Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Doria não decolou como candidato à Presidência da República e São Paulo deve eleger o petista Fernando Haddad como governador. Já  Eduardo Leite está com um pé fora do PSDB em articulação para filiar-se ao PSD.

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