Desde o início da crise na Ucrânia, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, tem atuado na salvaguarda do patrimônio histórico e cultural do país.  

A prioridade no terreno é salvar civis enquanto militares da Rússia continuam avançando em território ucraniano. Mas a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, afirma que “o patrimônio cultural precisa ser protegido como um testemunho do passado, mas também como catalisador da e coesão para o futuro, sendo que a comunidade internacional tem o dever preservar.” 

Marcar monumentos é prioridade  

Foto: Unsplash/andriyko
Vista aérea de Lviv, na Ucrânia.

A Unesco disse estar em contato regular com instituições relevantes e com profissionais do setor cultural ucraniano, para tratar a situação e reforçar a proteção das propriedades culturais.  

Segundo Azoulay, o primeiro desafio é marcar os locais de patrimônio cultural e os monumentos, destacando seu estatuto especial como áreas protegidas pela lei internacional.  

A Unesco e as autoridades da Ucrânia trabalham para marcar esses locais com o distintivo “Escudo Azul” da Convenção de 1954 de Haia para a Proteção da Propriedade Cultural durante Conflito Armado. A meta é tentar evitar danos ao patrimônio.  

Catedral de Sofia  

O país europeu tem vários locais inscritos na lista do Patrimônio Mundial, como a Catedral de Santa Sofia, em Kyiv, e o Mosteiro de Kyiv-Pechersk, que são considerados prioridade.  

Os trabalhos já começaram no centro histórico de Lviv, no oeste da Ucrânia, onde milhares fugiram buscando abrigo dos confrontos que acontecem na região leste. A Unesco nota que a destruição de propriedade cultural costuma ser comum durante conflitos armados.  

Em parceria com o Instituto da ONU para Treinamento e Pesquisa, Unitar, a Unesco está analisando imagens de satélite que mostram quais propriedades culturais estão sob risco ou já foram impactadas.  

São dezenas de locais que estão sendo avaliados por este sistema de monitoramento. A Unesco também está se reunindo com profissionais ucranianos, incluindo diretores de museus, para determinar que tipo de assistências técnica e financeira pode ser oferecida.  

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