Durante sua primeira entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira (14/03), o novo presidente do Chile, Gabriel Boric, declarou apoio ao ex-presidente Lula nas próximas eleições. Boric disse ainda que tem diferenças ideológicas com Bolsonaro, mas que isso não interferirá nas relações entre os dois países.

 “Claro, desejamos muito sucesso a Lula. Para que vamos esconder? Tomara que tenha um ótimo resultado nas próximas eleições”, disse o recém-empossado presidente chileno. Na última sexta-feira, Boric recebeu a faixa presidencial em uma cerimônia na cidade costeira de Valparaíso, mas que só terminou à noite na capital Santiago.

“Ele (Lula) foi meu convidado para a posse. Mas decidiu não vir justamente por diferenças diplomáticas, para não gerar um incidente diplomático. Uma atitude que depõe a seu favor. Espero que tenhamos uma relação muito boa daqui por diante, mas claro que vamos respeitar o que decidir o povo brasileiro. Mas, fica nítido onde está o nosso coração”, disse o presidente Boric com relação à ausência do ex-presidente Lula na cerimônia de posse que foi seu convidado de honra.

Lula não foi, mas mandou Dilma Rousseff. A ex-presidente acompanhou a posse no Salão Nobre do Congresso do Chile, junto a outros convidados brasileiros, entre eles Juliano Medeiros, presidente do PSOL, e Anielle Franco, diretora do Instituto Marielle Franco.

“Estive alguns minutos com Dilma e também com o presidente do PSOL. Em outro momento também conversei com Celso Amorim e com dirigentes sociais do MST”, disse Boric..

“Para todos é evidente que somos radicalmente distintos com relação ao presidente Bolsonaro e sua ideologia. Isso não tem sentido esconder, nem por diplomacia. Isso não significa que tenhamos que cortar relações com o Brasil. Significa que não temos semelhanças e que temos uma forma muito diferente de ver o mundo e de fazer política, em matéria de respeito às diversidades, em matéria de consciência sobre a crise climática, em matéria de respeito aos direitos humanos, por exemplo. Mas o povo brasileiro o elegeu e nós respeitamos o povo brasileiro”, concluiu o socialista.

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