A nova pesquisa Genial/Quaest para o governo do Rio de Janeiro, divulgada nesta terça-feira (22/03), que mostra empate técnico entre o governador Cláudio Castro (PL) com 22%, e o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) com 18%, mas cujo cenário muda quando Freixo é apresentado como o candidato de Lula, nesse caso Freixo aparece com 41%, enquanto Castro, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), fica com 36%, é apenas o “dedo do gigante” do que deverá acontecer nas eleições de outubro.

A força de Lula será decisiva para eleger todos os governadores do Nordeste, todos do Sudeste e pode ter grande contribuição nas eleições do Rio Grande do Sul e Pará, a julgar pelo que dizem as pesquisas e articulações para formações dos palanques estaduais. A onda vermelha deverá eleger pelo menos 15 governadores do PT e aliados de Lula, entre os 27 novos chefes dos executivos estaduais e do Distrito Federal.

Sudeste

Em São Paulo, tudo caminha para a eleição de Fernando Haddad (PT). Com a desistência de Geraldo Alckmin, que deve ser o candidato a vice-presidente na chapa de Lula e a desistência de Guilherme Boulos que irá concorrer a uma vaga na Câmara de Deputados, o caminho está livre para o petista chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Haddad deve ser o novo governador de São Paulo.

Em Minas Gerais, assim como no Rio de Janeiro, as últimas pesquisas indicam que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), também aumenta consideravelmente sua musculatura política quando citado como o candidato de Lula.

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada na última sexta-feira (18/03), a associação dos nomes dos dois favoritos à Presidência aos candidatos a governador muda completamente o cenário.

O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) passa de 33% para 49% das intenções de voto quando tem seu nome associado a Lula numa disputa direta com o governador Romeu Zema (Novo).

Líder das pesquisas de primeiro turno, Zema cai de 49% para 35% quando é apresentado aos entrevistados com o apoio de Bolsonaro no confronto direto.

Lula irá a Minas Gerais nos próximos dias e a tendência é fechamento de aliança entre o petista e Kalil. 

No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) será candidato à reeleição. Seu partido será o principal aliado de Lula na campanha presidencial. Logo, Casagrande não poderá ficar longe de Lula nem antes nem depois das eleições. No ato de filiação de Geraldo Alckmin ao PSB, nesta quarta-feira Casagrande era um dos presentes.

Nordeste

Lula homenageado em Fortaleza (CE) em 2021

Na região Nordeste a força de Lula é avassaladora. Em média, tabulação de pesquisas aponta que o petista teria cerca de 60% dos votos no primeiro turno, caso as eleições fossem hoje. Em Estados como o Piauí, Lula tem a preferência de 74%. Dessa forma, no Nordeste, em 2023, todos os governadores deverão ser do PT ou de aliados do PT e de Lula.

No Ceará, pesquisa Real Time Big Data contratada pela TV Otimista e divulgada nesta quarta-feira (23/03) indica que caso Roberto Cláudio (PDT) seja o candidato indicado por Lula, pelo governador Camilo Santana (PT) e por Ciro e Cid Gomes (PDT), Roberto ficaria com 42% dos votos dos cearenses. Capitão Wagner (União Brasil), apoiado por Bolsonaro teria 25%.

Em Pernambuco, como no Ceará, a força de Lula, do governador Paulo Câmara (PSB) e do prefeito de Recife João Campos deve determinar o eleito para o Palácio do Campo das Princesas.

Na Bahia, o grupo liderado pelo PT ainda não fechou questão sobre seu nome ao governo, após o senador Jaques Wagner (PT) desistir de ser candidato. Mas, até o momento em que o nome de Jaques Wagner era apresentado como o candidato de Lula, o senador sempre ficava à frente do seu rival, o prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Isso deve se repetir durante o processo eleitoral, embora ACM Neto venha afirmando estrategicamente que não tem nada contra Lula.

Nos demais estados nordestinos o desdobramento deve ser parecido. Lá, com exceção dos candidatos ideologicamente afinados com Bolsonaro, ninguém quer ficar contra Lula.

Sul

Outras grandes possibilidades de eleição de candidatos do PT ou de aliados são no rio Grande do Sul, caso o atual governador Eduardo Leite não saia candidato à reeleição. No Rio Grande do Sul, Lula e o ex-governador gaúcho Olívio Dutra são dois grandes puxadores de votos.

Paraná, onde o ex-governador e ex-senador Roberto Requião filiou-se ao PT na semana passada, o atual governador Ratinho Júnior (PSD) deverá ser reeleito. Mas na passagem de Lula por Curitiba e Londrina, na semana passada, Ratinho Júnior ordenou que a segurança de Lula fosse reforçada pela Polícia Militar e mandou recado para Lula afirmando não ser inimigo político do petista. Lula trabalha para ter o PSD como um dos pontos de apoio ainda no primeiro turno.

Norte

No Pará, o governador Hélder Barbalho (MDB) deve ser reeleito. Lula trabalha para ter o MDB ao seu lado, inclusive conversando com o senador Jader Barbalho (MDB), pai do atual governador. Em 2018, o Pará, juntamente com Tocantins foram os únicos Estados não nordestinos em que Fernando Haddad venceu Bolsonaro no segundo turno.

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