Os advogados do Partido Liberal entraram com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra os organizadores do festival de música Lollapalooza. Eles alegam que a cantora Pabllo Vittar entrou nesta sexta-feira (25/03) no palco com uma bandeira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), possível adversário do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano. Na representação enviada ao TSE, o partido também cita a cantora britânica Marina, que também ontem xingou tanto Bolsonaro quanto o presidente russo Vladimir Putin durante sua apresentação.

“O PL entrou com uma representação, no sentido de alertar os organizadores do evento sobre uma eventual ‘campanha política antecipada’, o que não é permitido pela Lei Eleitoral”, informou inicialmente a assessoria do partido ao UOL. “A intenção do Partido é fazer um alerta aos organizadores do evento.” A legislação eleitoral proíbe campanha e comícios antes de 16 de agosto.

Durante o show, a cantora fez ‘L’ com a mão durante apresentação e depois caminhou no meio da plateia com estandarte do ex-presidente

Vestindo um maiô de strass bem decotado, uma minissaia justinha e botas peludas brancas, Vittar subiu ao palco ao som de seu tecnobrega e abriu a apresentação com o hit “Buzina”, do álbum “Não Para Não”, de 2018.

Antes de deixar o palco, Pabllo Vittar ainda desceu e caminhou no meio da plateia, onde pegou uma bandeira vermelha com o rosto do ex-presidente Lula. O ato, já no fim do show, gerou alguns gritos a favor do petista, e contrários ao atual, que se misturaram com os aplausos à artista.

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