Sempre que o inverno europeu se aproxima, aumenta a expectativa pelas ondas gigantes de Nazaré. Os melhores surfistas do planeta passam por lá nessa época e proporcionam quebras de recordes todos os anos.

Neste ano, o Brasil dominou o Nazaré Tow Surfing Challenge, disputa da WSL (Liga Mundial de Surfe) realizada na quinta-feira (10/02/22) nas ondas gigantes da Praia do Norte, em Nazaré (Portugal). No masculino Lucas Chumbo conquistou o bicampeonato de melhor surfista e o tri de melhor equipe, ao lado do português Nic Von Rupp. Já entre as mulheres Maya Gabeira alcançou o lugar mais alto do pódio.

O surfista natural de Saquarema brilhou no evento ao fazer uma manobra inédita nas ondas da Praia do Norte, um aéreo alley-oop. “Estou superfeliz por ter vencido o prêmio de melhor performance individual e de melhor time também com o Nic [Von Rupp]. O melhor de tudo é que tivemos uma ótima conexão na água. Nem precisava dizer nada. Ele ficava escolhendo ondas incríveis para mim e eu apenas surfava. Depois, eu tentava fazer o mesmo para ele”, declarou Lucas Chumbo.


A responsabilidade pela formação dessas gigantes ondas, as maiores do mundo, que chegam a 30 metros de altura, é um grupo de formações geológicas no fundo do oceano Atlântico.

Localizada ao norte de Lisboa, Nazaré recebe as ondulações gigantes geradas nas tempestades do oceano Atlântico, a centenas de quilômetros dali. O que faz com que essas ondas sejam muito maiores na região do que em outros lugares é a presença de um cânion submerso, conhecido como canhão – o famoso Canhão da Nazaré.

Devido à profundidade, as ondulações que viajam sobre o Canhão da Nazaré não perdem velocidade e tem sua direção alterada. Já as ondulações que viajam sobre a plataforma continental perdem velocidade e não sofrem alteração de direção. Ambas se encontram em frente ao Farol da Nazaré, a 200 metros da praia. Essa junção faz com que o pico levante ainda mais, fator principal para as condições massivas em Nazaré.

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