O ex-juiz Sergio Moro informou nesta quinta-feira (31/03) que não vai concorrer à Presidência da República. O anúncio veio após a filiação de Moro ao União Brasil, partido pelo qual deve concorrer ao cargo de deputado federal por São Paulo.

“Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor”, disse Moro em esfarrapada desculpa, visando encobrir o fracasso de sua candidatura à Presidência da República.

Na verdade, a candidatura de Moro era a sequência do projeto de poder traçado e tramado dentro da força tarefa Lava Jato, que envolveu uma parte da banda podre do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Receita Federal, Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a magistratura, na figura do agora ex-juiz Sergio Moro e de outros juízes federais, cujo ponto máximo foi a prisão de Lula e a eleição de Bolsonaro.

Um projeto de poder nojento, sem escrúpulos e de desrespeito à soberania nacional que envolveu nas sombras do MPF relações promíscuas e ilegais com o Departamento de Justiça Norte-Americano, desrespeitos ao Código Penal Brasileiro e à ampla defesa da Lula, cujo resultado jogou nosso país no abismo sombrio em que vivemos.

Agora, passados mais de seis anos em que o projeto liderado por Moro e pelo ex-procurador da República Deltan Dallagnol resulta em pífio fracasso, o ex-juiz vem a público dizer que desiste da sua candidatura à Presidência e que será um soldado da democracia, mesmos após ter “melado” o processo eleitoral de 2018 com a prisão de Lula, quando o petista liderava todas as pesquisas de intenções de votos e que resultou na eleição da anomalia política que é o presidente da República Jair Bolsonaro, cujo governo Sergio Moro participou de forma descarada como ministro da Justiça.

Felizmente bastou apenas três anos para que o projeto de poder de Moro e Dallagnol desmoronasse em retumbante fracasso. Também bastou três anos para que Lula votasse às “ribaltas” como líder nas intenções de votos para voltar à Presidência da República e os algozes de sua prisão, o procurador Deltan Dallagnol e Moro, buscassem proteção na Lei de imunidade parlamentar  como forma de defesa para evitar possíveis prisões por crimes cometidos contra Lula e contra o Brasil à época em que foram juiz e procurador da República.

Franco Silva: Direto do lago Sapucuá (Amazônia)

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