Durante o ato em que o PSB oficializou, na manhã desta sexta-feira (8/4), a indicação do nome do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para candidato a vice-presidente na chapa liderada por Lula, o ex-presidente petista afirmou que a aliança PT- PSB se faz necessária, não apenas para ganhar a eleição presidencial contra o bolsonarismo, mas também para tocar o governo a partir de 2023, caso a chapa seja eleita.

“É importante o PSB saber que na hora que for selada a definição do Alckmin vice, vocês vão participar da elaboração do programa de governo, vão participar da combinação da montagem do governo e, antes disso, a gente vai ter que combinar como ganhar essas eleições, porque é importante saber que se essa chapa for formalizada, não é só pra ganhar as eleições, talvez ganhar as eleições seja mais fácil do que a tarefa que nós teremos pra frente de recuperar esse país, nós vamos conversar com toda a sociedade brasileira”.

O evento ocorre em um hotel na Zona Sul de São Paulo.

“Não temos qualquer dúvida de que é o companheiro Lula quem reúne as melhores condições para articular forças políticas amplas, capazes de dar à resistência democrática a envergadura que permitirá enfrentar e vencer o bolsonarismo”, diz trecho da carta entregue pelo PSB ao PT.

“Aqui foi bem explicitado o momento grave que nós estamos vivendo, na realidade não é hora de terrorismo, é hora de generosidade, grandeza politica, desprendimento e união. Política não é uma área de solitária, a força da política é centrípeta, nós vamos somar esforços aí pra reconstrução do nosso país”.

“Política não é uma área de solitária, a força da política é centrípeta, nós vamos somar esforços aí pra reconstrução do nosso país. É lamentável, eu que entrei na vida pública, presidente Lula, como o senhor, lá atrás, para redemocratizar o Brasil, nós temos hoje um governo que atenta contra a democracia e atenta contra as instituições e o que melhor define as nações que vão bem é exatamente ter boas instituições, o inverso de boas instituições é autocracia, então o governo do “eu quero”, do “eu faço por cima da lei”, da vontade própria e do interesse público, do interesse do povo, o resultado é a maior crise das últimas décadas, violência e fome, violência e miséria”, disse o ex-governador, disse Alckmin durante o evento.

Novos rumos

O PT começa a discutir a aliança formal entre Lula e Alckmin na próxima reunião virtual do Diretório Nacional, marcada para 14 de abril.

Porém, a formalização da aliança para efeitos estatutário e de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ocorrer apenas em 4 e 5 de junho, quando está marcado o Encontro Nacional da sigla.

Nessa data, o PT também vai ratificar as alianças do partido nos Estados, segundo a assessoria da legenda.

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