A indicação do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB) para candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Lula (PT) foi uma das últimas “pás de cal” que faltava para enterrar a chamada terceira via. Na outra ponta do embate, com um Kkkkkkk, Bolsonaro tentou desqualificar a aliança. Mas Bolsonaro sabe que Lula está fechando todas as possíveis portas pelas Bolsonaro poderia entrar no eleitorado mais conservador.

A aliança PT-PSB deixa Lula mais próximo de vencer no primeiro turno e sair fortalecido com grande bancada no Congresso Nacional e com eleição de todos os governadores do Nordeste, Sudeste e outros nas demais regiões.

 Lula-Alckmin pode não ser o sonho dos eleitores e simpatizantes da esquerda. Mas reúne duas grandes lideranças democráticas e deixa Lula no caminho de formação de um amplo movimento capaz de reunir ao seu entorno no mínimo 60% do eleitorado e de lideranças políticas, lideranças de movimentos sociais e de artistas.

Na configuração atual, além da Presidência, o PT e aliados devem eleger 9 de 9 governadores nordestinos e 4 de 4 governadores do Sudeste, a região com os maiores colégios eleitorais, maior população e maior economia brasileira.   

No Sudeste, o PT lidera com Fernando Haddad em São Paulo, após Alckmin deixar a disputa pelo governo do Estado. A última pesquisa Datafolha registra que Haddad tem 29%, o ex-governador Márcio França (PSB) tem 20%, o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos), o candidato de Bolsonaro tem 10% e o agora governador Rodrigo Garcia (PSDB) 6%.

Por lá, Bolsonaro também está queimado e não deve ter força para impulsionar Tarcísio de Freitas, bem como o PSDB se encontra moribundo, com alta rejeição do ex-governador João Doria e sem outras grandes lideranças para também impulsionar a campanha de Garcia.

No Rio de Janeiro, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) lidera as pesquisas de intenções de votos e Lula tem imensa capacidade de impulsioná-lo para cima.

Em Minas Gerais, o PT deve fechar aliança com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD).

Em Minas Gerais, o interesse maior de Lula e do PT é eleger o senador, cuja indicação recai sobre o deputado federal Reginaldo Lopes (PT/MG), que lidera atualmente as intenções de votos para a cargo do Senado Federal. O Estado é segundo maior colégio eleitoral do país, depois de São Paulo. Várias pesquisa registram a grande força política de Lula, capaz de eleger Kalil.

No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande deve ser reeleito, também com apoio do PT. No Nordeste Lula é o cara e deve colaborar para a eleição de 9 dos 9 governadores, entre petistas e aliados.

Franco Silva: Do lago Sapucuá (Amazônia)

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