O ex-presidente Lula e a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT/PR), usaram o Twitter para defender o nome do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), bem como a aliança entre os dois partidos nas eleições presidenciais de 2022. As manifestações ocorreram após Paulinho da Força ter sido vaiado em um evento com participação do PT, quinta-feira (14/04).

Os motivos das vaias foram porque Paulinho da Força apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Incomodado com as vaias, Paulinho chegou a cancelar um evento que faria para anunciar apoio à candidatura de Lula a presidente. Em uma tentativa de contornar a situação, Gleisi escreveu no Twitter que o Solidariedade e Paulinho da Força “são muito importantes na nossa frente pela democracia e pela reconstrução do Brasil”. “O adversário dos trabalhadores (as) é Bolsonaro, é Paulo Guedes e sua política neoliberal que destrói o país. É hora de unidade pelo Brasil”, disse a deputada federal.

Lula retuitou a fala da petista e complementou: “Todos juntos para restituir o diálogo, o respeito, os direitos dos trabalhadores e a democracia”.

A relação entre militantes petistas e Paulinho da Força piorou depois que o site O Antagonista publicou áudios em que o ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira, tenta convencer Paulinho a deixar de apoiar o PT.

Ô Paulinho, não é muito melhor tratar comigo do que com porra de Gleisi, rapaz? Muito melhor, meu irmão… Vem pra cá. Aqui você vai ter só festa, alegria, e bons amigos cuidando de você. Nós estamos prontos para cuidar melhor de você, rapaz. Venha para o lado dos bons, das pessoas que gostam de você. Esse povo lá não presta não, diz Ciro Nogueira na mensagem.

Em entrevista ao colunista do UOL Chico Alves, no entanto, Paulinho foi enfático: “Não há nenhuma possibilidade de o Solidariedade apoiar o Bolsonaro e o Ciro Nogueira sabe disso”.  Pelo sim pelo não, Gleisi e Lula estão buscando acalmar os ânimos na busca dos poucos votos, qualquer 0,5%, para tentar vencer Bolsonaro no primeiro turno.

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