Desde janeiro a diferença  de intenções de votos, entre o ex-presidente Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), na faixa etária de eleitores com mais de 55 anos diminuiu  em 15%. Em janeiro o petista marcava 41% contra 24% de Bolsonaro. Na primeira quinzena de abril Lula ficou com 39% e Bolsonaro 34%, aponta a pesquisa Ipespe da primeira quinzena de Abril. Entre os eleitores de 16 a 34 anos Bolsonaro avançou 5%. Em janeiro Lula marcou 48% e Bolsonaro 20%. Agora são 47% para Lula contra 24% de Bolsonaro. No entanto, na faixa etária de 35 a 54 anos a estratégia de Bolsonaro fracassa e não consegue mudar a “cabeça” dos eleitores de votar em Lula. Em janeiro Lula tinha 42% das intenções de votos contra 27% de Bolsonaro. Três meses depois, Lula amplia para 45% e Bolsonaro continua com 27%.

“Neste momento essa pesquisa demonstra um grande problema para Lula. Bolsonaro avança em uma faixa etária que costuma ter grandes influências sobre os demais membros das famílias e amigos. É onde estão em sua maioria as avós, avôs, pais, mães, tias e tios, que viveram certos momentos históricos e com grade poder de influência em momentos de incertezas. Como grande parte desse grupo já se encontra em regiões de conforto, como aposentadoria, por exemplo, ou seus negócios já tingiram certa estabilidade, é possível que estejam sentindo pouco as agruras econômicas do governo Bolsonaro como desemprego, alta de combustível e de alimentos. São também pessoas mais dedicadas às religiões. Isso tudo exerce influência na hora do voto. De qualquer maneira deveria ser uma faixa etária a receber atenção específica da campanha de Lula, porque são eleitores de grande influência sobre amigos e familiares. Diferente de pessoas mais jovens, cujas posições, no meu entendimento, tem menos peso para direcionar a família e amigos a tomarem certas decisões”, afirma o cientista político Caio de La Torre.

Mas de acordo com La Torre, as pesquisas de maio e junho é que deverão passar com mais clareza e firmeza a tendência do eleitorado brasileiro. “Já vamos estar a uns três meses das eleições e é aí nesse período que as decisões se consolidam, porque também já vão estar definidos como e com quais membros os grupos políticos irão às urnas”, pontua.

Deixe uma resposta