“O que o Lula diz em todo lugar é nada de sapato alto, nada de já ganhou. Tem uma eleição e uma equação política difícil. Vai ser um plano liderado por Lula junto com o Alckmin, mas a proposta pactuada com esse campo amplo”, disse o ex-governador do Piauí, Wellington Dias, ao site Brasil 247. Dias está no papel central na coordenação da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

 “Às vezes eu vejo os empresários nervosos em relação ao Lula, mas ele é o mais conhecido. É o Lula que já passou oito anos na Presidência. Eu tenho participado de várias rodadas, pelo menos quatro delas nos últimos dias, com setores empresariais mostrando que não há razão para isso. É interessante que os empresários internacionais já colocam abertamente a importância do Lula e não do Bolsonaro como melhor para os seus negócios, com mais segurança. São rodadas que os próprios empresários estão organizando de forma reservada”.

“Quando a gente começa a lembrar, tínhamos em 2003 um país com inflação alta, endividamento externo, sem reservas internacionais. O País precisava ter empréstimo do FMI para fechar o balanço de pagamentos e endividamento interno elevado por conta dos juros altos. O País com nível de desconfiança e insegurança bem elevado. Quem assumiu? Lula. Por que ter medo do Lula se foi ele quem foi atrás do Henrique Meirelles e do Luiz Fernando Furlan para ter um plano de desenvolvimento, indústria e comércio, do Roberto Rodrigues para Agricultura”.

“O Lula sabe que ao fazer um campo amplo precisa governar com a participação desses que querem com ele assumir responsabilidade trabalhando juntos. Não tenha dúvida, que vai ter coragem de um plano nacional, controle das contas e uma meta para o País voltar a crescer. Por isso, precisa de mais pessoas participando desse processo. O que o Lula diz em todo lugar é nada de sapato alto, nada de já ganhou. Tem uma eleição e uma equação política difícil. Vai ser um plano liderado por Lula junto com o Alckmin, mas a proposta pactuada com esse campo amplo”, disse ele.

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