A agência de notícias Reuters lançou aposta sobre o nome do ministro da Economia do eventual governo “Lula 3”. Na análise da jornalista Lisandra Paraguassu, após ouvir petistas próximos ao ex-presidente Lula (PT), entre eles, o ex-ministro da Economia Guido Mantega, a responsabilidade sobre a condução econômica do novo governo federal será do ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT), do ex-governador Wellington Dias (PT) ou do governador da Bahia Rui Costa. Mas entre os três, Rui Costa parece já ter sido o escolhido por Lula.

Lula recusa-se a falar em nomes mesmo dentro do seu círculo mais próximo, mas o ex-presidente petista tem um perfil claro de quem pretende ver comandando a economia em seu governo: um político, com bom trânsito no Congresso, mas com experiência em gestão de contas públicas.

 “Lula nunca fala sobre nomes, é muito cedo para isso. Ele tem um perfil. Ele quer um político, alguém com boas relações com o Congresso, que já conheça economia e contas públicas. O que ele não quer é um acadêmico, que siga essa ou aquela tendência, e ele não quer alguém do mercado financeiro”, disse a Reuters um dos seus auxiliares mais próximos de Lula.

Wellington Dias, Camilo Santana e Rui Costa se encaixam nesse perfil do desejo de Lula. Além deles se coloca o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Mas, por eliminação pode-se cravar que Rui Costa ficará à frente da Economia em eventual governo “Lula 3”.

É simples: Wellington Dias e Camilo Santana são candidatos e devem ser eleitos senadores. Câmara é do PSB. Já Rui Costa é do PT e não é candidato a nada. Poderia ter sido candidato ao senado e ser eleito. É muito bem avaliado pelos baianos. Mas abdicou de um mandato de 8 anos de senador na busca de fortalecer o PT e aumentar a possibilidade de ter o PSD de Kassab apoiando Lula ainda no primeiro turno, porque abdicou de uma eleição quase certa em prol da reeleição do senador Otto Alencar (PSD/BA). Tudo isso já pode estar contabilizado nas contas de Lula.

O zum-zum-zum da Reuters

Mantega confirmou à Reuters que de fato falou, em um jantar com empresários, sobre os quatro nomes (Wellington Dias, Camilo Santana, Rui Costa e Paulo Câmara) mas esclareceu que eram apenas possibilidades, com base nas indicações que Lula já deu de que o ministro da Fazenda deve ser um político. Papo furado. Mantega foi o escolhido por Lula para ser seu interlocutor junto a empresários quando o assunto for economia.

“Eu simplesmente levantei nomes que poderiam ser de políticos. E nem levantei todos os nomes porque tem muitos nomes possíveis que têm gabarito para serem ministros da Fazenda”, afirmou à Reuters.

“Muitas vezes os nomes acontecem a partir do desempenho que têm durante o processo eleitoral. Quando uma figura se destaca dentro do processo eleitoral, quando uma figura agrega apoio ao governo, facilidade pra uma gestão econômica, então é aí que você escolhe,” acrescentou.

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