Em jantar com senadores em Brasília, na casa do ex-senador Eunício Oliveira (MDB/CE), dia 11 de abril, o ex-presidente Lula deixou escapar a preocupação de sua pré-campanha à Presidência da República com o desempenho nas redes sociais.

A preocupação do petista não é sem motivos. Bolsonaro “nada de braçadas”, enquanto o petista “bate águas” pedindo socorro para não se afogar, quando o assunto é atuação da equipe de coordenação de sua campanha e da militância política da esquerda brasileira nas redes sociais de internet.

O canal Lulaverso, criado para disseminar conteúdos do petista no WhatsApp, em dois meses só possui oito grupos com 1.006 membros, segundo o jornalista Lauro Jardim do jornal O Globo. O perfil de Lula no Telegran possui 2.595, inscritos. Bolsonaro tem 1,3 milhão (isso mais de um milhão e trezentos mil inscritos). Lula não tem sequer os 300 mil.

No Instagram Bolsonaro tem 19,6 milhões de seguidores. Lula  4,6 milhões seguidores. Uma vergonha, se levado em consideração que Lula tem um partido de 42 anos, um dos maiores em filiação, e Bolsonaro nem partido tem. Mas Bolsonaro tem uma equipe atuante, moderna e ativa que faz suas redes sociais e a militância de extrema-direita se movimentarem, apesar das fake news.

Não se sabe ao certo os motivos do baixo entusiasmo de petistas e lulistas nas redes sociais. Mas alguns podem estar influenciando no resultado:

1- Os militantes de esquerda, mais envolvidos nas campanhas estão dedicando seu tempo e energia em elaborar estratégias para Lula, governadores, senadores e deputados. Esse tempo pode estar sendo mais dedicado a governadores, senadores e deputados (os que darão resultados diretos para alguns militantes que querem naturalmente a eleição de seus “patrões”). Como se diz aqui na Amazônia: “Farinha pouco, meu pirão primeiro”. Com isso abandona-se a campanha de Lula que é tocada pela militância de menor número, que não está envolvida diretamente nos partidos.

2- Os militantes podem estar esperando as definições partidárias ou agosto para entrar em ação.

3- A coordenação de campanha não acredita nas redes sociais como um dos principais meios de comunicação, que as pessoas utilizam no século 21 para se informar e não estão dando a devida atenção, deixando a militância e a pré-campanha à deriva.

Obs.: O movimento que foi às ruas entre 2014 e 2016 e que resultou na “queda” da presidente Dilma foi mobilizada principalmente no Facebook. Lula sabe disso.

Franco Silva: Direto do lago do Sapucuá (Oeste do Pará)

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