O ex-presidente Lula desembarca em Belo Horizonte no próximo dia 9 de maio para o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Reginaldo Lopes (PT) ao Senado. O evento acontecerá a partir das 17h no Expominas.

“Acabamos de acertar, em uma reunião aqui em São Paulo, a realização do lançamento da minha pré-candidatura ao Senado e do Lula à presidência”, disse Reginaldo Lopes nesta segunda-feira (25.04.22). “Vamos juntar forças para levar esperança aos mineiros para reconstruir o Brasil. O presidente disse que está com muita saudade de Minas e que espera encontrar os muitos amigos e amigas que fez nestes anos todos de andanças por nosso estado”, concluiu o pré-candidato.

É entorno do nome de Reginaldo Lopes que acontece certamente o mais complexo quebra-cabeça, para o ex-presidente Lula nas próximas eleições, quase gerais. Lula ainda sonha em ter o PSD de Gilberto Kassab o apoiando ainda no primeiro turno. Até agora tem uma parte substancial. Mas fechar uma aliança para o governo de Minas Gerais, em chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, daria ao petista o PSD, senão completo, mas com grande maioria das lideranças do partido.

Em Minas Gerais Lula é o “bam-bam-bam”. Dados da pesquisa realizada pelo Instituto Ver a pedido da Rádio Itatiaia de Minas Gerais, divulgada na terça-feira (19/04) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral pela Presidência da República entre os eleitores mineiros e que Lula ficou com a maior “fatia” dos eleitores do ex-juiz Sergio Moro, colocando-o com 56% dos votos válidos. A maior parte dessa força vem do interior do Estado.

Kalil é muito bem avaliado em Belo Horizonte. Mas não vai tão bem no interior. Porém, quando seu nome aparece colocado ao de Lula, suas chances de eleição como governador aumentam consideravelmente. Teria tudo para Lula e Kalil fecharem a dobradinha.

Mais existe um problema a ser equacionado: Lula quer eleger Reginaldo Lopes senador, que lidera as intenções de votos. Lula e o PT não querem abrir mão dessa vantagem.

O PSD trabalha pela reeleição do senador Alexandre Silveira e também não quer abrir mão dessa possibilidade.

Em entrevista recente à rádio do Vale do Aço, Kalil foi questionado se o apoio a Lula ficará inviável caso Reginaldo Lopes mantenha sua candidatura.

“O problema é que o Alexandre Silveira é o senador da República. Então ninguém pode exigir que eu tire o senador da República de uma disputa que é o cargo dele para colocar uma candidatura de um deputado federal que eu respeito muito, que é meu amigo, que é o Reginaldo Lopes”, explicou Kalil. “Mas se o Reginaldo caminhar para lá, nós caminharemos para cá”, acrescentou.

Uma equação difícil. Mas há boa vontade. Kalil já se reuniu duas vezes com Lula para discutir a possível aliança. Em Minas os dois grupos até cogitam uma frente na qual os dois possam disputar a única cadeira do Senado. Kalil precisa de Lula para vencer o atual governador Romeu Zema. Lula precisa de Kalil, não para derrotar Bolsonaro. Mas para derrotar Bolsonaro no primeiro turno.

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