Após lançamento de sua candidatura a presidente da República, que acontece em São Paulo no dia 7 de maio, o ex-presidente Lula coloca sua campanha na rua com viagens iniciais para Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

No dia 9 de maio desembarca em Belo Horizonte e deverá visitar também Contagem e Juiz de Fora. Até agora, para Belo Horizonte está marcado o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Reginaldo Lopes (PT) ao Senado. Evento previsto para acontecer a partir das 17h no Expominas.

Mas pode haver mudanças. É entorno do nome de Reginaldo Lopes que acontece certamente o mais complexo quebra-cabeça, para o ex-presidente Lula nas próximas eleições, quase gerais. Lula ainda sonha em ter o PSD de Gilberto Kassab o apoiando ainda no primeiro turno. Até agora tem uma parte substancial. Mas fechar uma aliança para o governo de Minas Gerais, em chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, daria ao petista o PSD, senão completo, mas com grande maioria das lideranças do partido.

Nas últimas pesquisas, Reginaldo Lopes aparece liderando as pesquisas de intenções de votos. Mas o PSD trabalha pela reeleição do senador Alexandre Silveira (PSD/MG) e não quer abrir mão dessa possibilidade. No momento esse seria o impasse para fechamento da aliança Lula-Kalil, mas que deve ser solucionada pela retirada do nome do petista. Com isso, Reginaldo iria para a coordenação de campanha do ex-presidente petista e a dupla Lula-Kalil seria selada.

Para Lula, apesar de seu nome aparecer com larga vantagem sobre Bolsonaro, a aliança em Minas é de suma importância. O Estado é o segundo maior colégio eleitoral.  Kalil precisa de Lula para vencer o atual governador Romeu Zema. Lula precisa de Kalil, não para derrotar Bolsonaro. Mas para derrotar Bolsonaro no primeiro turno.

Em Minas Gerais Lula é o “bam-bam-bam”. Dados da pesquisa realizada pelo Instituto Ver a pedido da Rádio Itatiaia de Minas Gerais, divulgada na terça-feira (19/04) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral pela Presidência da República entre os eleitores mineiros e que Lula ficou com a maior “fatia” dos eleitores do ex-juiz Sergio Moro, colocando-o com 56% dos votos válidos. A maior parte dessa força vem do interior do Estado.

Kalil é muito bem avaliado em Belo Horizonte. Mas não vai tão bem no interior. Porém, quando seu nome aparece colocado ao de Lula, suas chances de eleição como governador aumentam consideravelmente.

No Sul

Já a Região Sul é mais difícil para o ex-presidente. O PT não vence uma eleição em Santa Catarina desde 2002, e no Rio Grande do Sul Fernando Haddad sofreu uma das piores derrotas na eleição presidencial de 2018.

No entanto, uma projeção das atuais pesquisas eleitorais feita pelo Estadão Dados, do jornal Estado de S. Paulo, aponta que a proximidade dos resultados não permite apontar quem venceria no embate direto entre Lula e Bolsonaro no Rio Grande do Sul.

Além de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o ex-presidente irá dedicar também alguns dias a atividades na zona metropolitana de São Paulo e no interior do Estado, junto com Haddad, candidato petista ao governo de São Paulo, de acordo com um auxiliar próximo a Lula.

Bloco na rua

Acostumado ao contato com a população, Lula já está incomodado com eventos virtuais. Durante entrevista à rádio Conexão 98 FM do Estado do Tocantins, externou seu desejo de voltar a percorrer o Brasil após o lançamento de sua candidatura no dia 7 de maio.

 “Eu estou muito otimista. Teremos o lançamento da minha pré-candidatura no dia 7 de maio aqui em São Paulo e depois pretendo percorrer o Brasil. Eu não quero ficar fazendo live. Eu quero percorrer o Brasil. Quero abraçar, quero beijar, quero cumprimentar o povo de cada estado brasileiro, porque é esta conexão química de seres humanos que vai fazer com que o povo decida pra quem votar em 2 de outubro . Eu estou convencido de que seremos merecedores da confiança do povo brasileiro”, afirmou o ex-presidente petista.

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