O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) torna aos espaços das organizações das nações Unidas para denunciar o extermínio programado dos povos indígenas livres ou em isolamento voluntário no Brasil. Gilderlan Rodrigues, da Equipe de Apoio à Povos Livres (Eapil) da entidade, denunciou existir “um plano de extermínio de povos indígenas livres ou isolados”, em declaração escrita entregue a 21ª sessão do Fórum Permanente das Nações Unidas para as Questões Indígenas (UNPFII 21), nesta quinta-feira, 28 de abril. O evento está sendo realizado de 25 de abril a 6 de maio deste ano.

O desmatamento, os incêndios, as invasões de terras indígenas e das Unidades de Conservação aumentaram de forma assustadora e impune na Amazônia, em sua grande maioria, incentivadas pela ação e omissão do Governo Federal, que tem como objetivo favorecer a exploração predatória dos bens naturais da região.

“Este é o pior cenário possível para a sobrevivência de povos indígenas livres ou isolados”, destacou o representante do Cimi, comparando a situação de grave ameaça ao período da ditadura militar, quando muitos povos foram exterminados ou sofreram uma redução drástica de sua população, reforça.

No entendimento do Cimi, a política anti-indígena adotada pelo atual Governo Federal significa uma sentença de morte para esses povos, pois estão à mercê dos invasores de suas terras e ameaçados pela disseminação de doenças, principalmente no contexto da pandemia de Covid-19.

De acordo com os dados levantados pelo Cimi sobre a violência praticada contra os povos indígenas em 2019, um total de 24 terras indígenas onde há registros da presença de 48 povos isolados foram invadidas, seja por madeireiros, garimpeiros, caçadores, pescadores ou grileiros. E as terras com a presença desses povos isolados, mas que não há demarcação administrativa e medida de proteção, não são consideradas aqui, revela Gilderlan.

Com informações do Cimi

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