“Caramba, ele é doido de estar aqui…”, foi a expressão da  estudante Ângela Alencar ao ver o ex-ministro da Casa Civil do primeiro governo Lula chegando à Praça Charles Miller, no Pacaembu, em São Paulo, neste domingo (01.05.22), onde aconteceu o ato convocado por centrais sindicais em comemoração pelo Dia do Trabalhador e que teve a presença do ex-presidente Lula.

Depois de Lula na área “camarote”, Zé Dirceu foi quem mais chamou atenção na área dos “pipocas”. Aos 76 anos, Zé Dirceu chegou caminhando vagarosamente trajando uma camiseta preta do Corinthians, uma faixa na testa escrita “Sou Lula” e em alguns momentos usou um chapéu da CUT.

Pareceu apenas que desejava participar do ato como um “pipoca” qualquer. Mas foi reconhecido. Não era daquele grupo dos “pipocas”. Há 20 anos, em 2002, foi o coordenador da campanha vitoriosa de Lula e na sequência o todo poderoso chefe da Casa Civil. Em pouco tempo já era o cotado para suceder Lula até que apareceu a história funesta do mensalão que o jogou para escanteio do poder. Mas ainda com a alma e o sorriso discreto do líder estudantil dos anos 60 e 70.

Por isso a surpresa de Ângela Alencar ao reconhecê-lo entre os “pipocas” e fora do camarote, aonde seria seu lugar. Isso foi justificado por Dirceu ao ser abordado por jornalista que quiseram saber sua opinião sobre a atual campanha de Lula.

Para o ex-ministro os principais gargalos de Lula estão justamente nos três principais colégios eleitorais: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. São Paulo porque possuem dois candidatos de esquerda (Haddad e Márcio França – PSB), no Rio porque o PT também ainda não se “entendeu direito com o PSB” e Minas Gerais para formar o palanque com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD).

Para Lula, Dirceu também sugere a formação de um “gabinete estratégico”, formado por aliados do PT. Mas ele está fora. “Se apareço atrapalho”, disse o ex-ministro ajeitando a faixa “Sou Lula”.

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