Na sexta-feira 13 o ex-presidente Lula (PT) recebeu duas importantes declarações de votos, uma do ex-prefeito de Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil (PSD) e outra do ex-chanceler brasileiro e ex-senador Aloysio Nunes (PSDB). Em ambas  declarações, se pode concluir que Lula trilha no caminho certo de atração de democratas à sua candidatura, cuja disputa se configura, segundo Nunes, como a escolha “entre a civilização (Lula) e a barbárie (Bolsonaro)”.

“Não há hesitação possível. Vou apoiá-lo no primeiro turno”, afirmou Nunes, apesar de seu partido possuir o ex-governador de São Paulo João Doria como candidato a presidente de República. “O segundo turno já começou”, complementou o ex-ministro reforçando a necessidade de não deixar dispersos os votos contra Bolsonaro e os motivos que o levam a não apoiar Doria.

Para ele, trata-se de uma escolha ainda no primeiro turno “entre a civilização e a barbárie”. “Só há duas vias abertas hoje, a via da manutenção do Bolsonaro ou a derrota dele. E quem tem condição de derrotá-lo é o Lula. Não há hesitação possível. Vou apoiá-lo no primeiro turno”, diz o ex-ministro.

Cantor Caetano Veloso é outro famoso que aposta que 2º turno já começou e deve declarar apoio a Lula nos próximos dias. À direita Aloysio Nunes – tucano de raiz

Sobre a pré-candidatura de João Doria, Nunes explicou que o ex-governador de São Paulo “não tem apoio consistente dentro do próprio PSDB”. “Existe uma rejeição muito forte a ele, que acho até injusta do ponto de vista administrativo, porque ele fez um bom governo, e político, pois Doria foi um dos pouquíssimos tucanos que enfrentaram, de fato, Bolsonaro”, afirmou.

Terceira via não existe

O fator determinante para o apoio de Nunes a Lula já no primeiro foi o fato de nenhum nome da chamada terceira via ter se mostrado competitivo até o momento. “É a quarta vez que o Ciro Gomes vai se candidatar. Ele não tem mais coelho da cartola para tirar. Os dois polos já estão dados. Estamos diante da escolha entre a civilização e a barbárie”, ponderou.

“Meu voto é do presidente Lula”

PT quer Reginaldo Lopes senador

Já o ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PSD) disse, nesta sexta-feira (13.05.22), durante visita a Juiz de Fora, Zona da Mata mineira, que vai votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PSD e o PT vivem um impasse na definição de um palanque único no estado. 

Kalil afirma que ele e Lula “pensam mais ou menos da mesma forma”. “O PSD é um grande partido e o PT é um grande partido. Estamos com problemas, mas, com conversa, iremos acertar”, contou.

Neste momento, o desafio tanto do ex-presidente Lula em Minas Gerais, quanto de Kalil é conciliar os interesses do PT e do PSD, no que diz respeito ao candidato ao Senado Federal. Lula busca garantir o espaço na chapa com o ex-prefeito Kalil e ter um bom palanque em Minas. Kalil precisa de Lula para derrotar o atual governador Romeu Zema. Nas pesquisas mais recentes, quando Kalil aparece como o candidato de Lula chega a ter chances de derrotar Zema. Mas quando fica sozinho quem vence é o atual governador.

Tanto Lula quanto Kalil tem interesse em fechar o acordo que seria excelente para os dois no que se refere à disputa pela Presidência e pelo governo minérios. No entanto, o PT possui o deputado federal Reginaldo Lopes que vem liderando a corrida pelo Senado.  A resistência do PSD envolve a reeleição do senador Alexandre Silveira (PSD).

“Eu já disse antes. Independentemente de aliança, do que eu pense ou não pense. Se for feita ou não for feita a aliança. Eu tenho um jeito de pensar, o que é o governo e o que é governar. E eu não posso aqui dizer, porque não vai dar certo ou vai dar certo… eu mentir e dizer aqui que ele não é bom candidato. Ele (Lula) é o melhor candidato à Presidência da República. Infelizmente, se não der, não deu ( aliança). Mas meu voto é do presidente Lula”, disse.

“É legítimo o PT querer o candidato? Absolutamente. É legítimo o PSD querer manter a cadeira que sempre foi dele? É legítimo”, disse. “Estamos com um problema onde tudo é legítimo… temos um impasse onde temos que conversar”, afirmou.

Sobre a relação com Lula, Kalil disse que “a melhor coisa” que ele fez durante os últimos cinco anos foi a aproximação com Lula. “Presidente Lula tem um bom papo. Eu estou falando como Alexandre Kalil, não como político. É um cara absolutamente agradável. Gentil, cortez”, afirmou. “Mesmo se der tudo errado… se teve uma coisa legal foi sentar com Lula”, concluiu.

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